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PROPOSTA DE APOIO À IMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO DE INCLUSÃO DIGITAL DA SECRETARIA DE INCLUSÃO E DESENVOLVIMENTO SOCIAL DO ESTADO DE SERGIPE

APRESENTAÇÃO

Seguindo o caminho proposto por movimentos sociais e governos de todo o mundo para o uso de tecnologias da informação e da comunicação, a Secretaria de Inclusão e Desenvolvimento Social de Sergipe busca alternativas para contribuir com o processo de apropriação dessas tecnologias no Estado, visando o rompimento da cadeia de reprodução da pobreza e a organização das comunidades para buscar melhores qualidades de vida. Aqui apresentamos uma proposta voltada para o apoio à atuação da Secretaria no campo da “inclusão digital”, através da constituição de uma rede de unidades próprias, e do diálogo institucional e com a sociedade civil pela constituição de uma política pública sobre o tema no Estado, partindo do ponto de vista da inclusão social.

JUSTIFICATIVA

O exercício da cidadania e a realização de direitos na sociedade atual, que muitos chamam “Sociedade da Informação”, estão ligados diretamente à democratização do conhecimento e das possibilidades de informação e comunicação da população. Projetos de inclusão digital vem contribuindo com a organização das comunidades onde atuam, fortalecendo sua capacidade de interagir e se articular. Em certos casos, a apropriação comunitária passa inclusive pela formação de conselhos gestores comunitários, que passam a representar mais um pólo de organização da comunidade. Através do incremento de sua capacidade de comunicação, usuários, trabalhadores do projeto e colaboradores de todos os tipos podem se tornar agentes de articulação nas comunidades, contribuindo com seu desenvolvimento. Essas iniciativas vêm enfrentar um importante entrave na luta contra a exclusão social. Uma exclusão de tipo recente, digital. Enquanto as tecnologias apontam cada vez mais para as convergências e facilidades, a estrutura social, econômica e política das sociedades ainda torna muito difícil a participação dos mais pobres nesse processo. Resultado: os benefícios de todos os serviços e vantagens da informação em tempo real fica limitado aos mais ricos de cada país, e gera um ranking entre os países, mostrando que a maior utilização das tecnologias acontece naqueles chamados “desenvolvidos”. No Brasil, o número de usuários, segundo o IBGE, chega a 32,1 milhões, ou 21% da população1. A maioria deles está nas maiores faixas de renda. Mas a realização da inclusão social com o uso das TIC's não é somente uma questão de números, passa pela sua atuação específica nesse sentido. Mais que diminuir os índices de “anafalbetismo digital”, precisamos fazer com que esses projetos criem laços nas comunidades, propiciem a troca de conhecimento e o seu fortalecimento como atores políticos.

OBJETIVO GERAL

Implementar uma política de inclusão social através da democratização das tecnologias da informação e da comunicação e do seu uso para o combate à cadeia de reprodução da pobreza, com a implementação de unidades para uso comunitário de computadores e da internet, apoiando projetos existentes no Estado e fortalecendo o debate com a sociedade sobre o tema.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Implementar unidades de inclusão digital e social no Estado, e construir sua sustentabilidade; Reconhecer e apoiar projetos existentes no Estado; Iniciar a construção e consolidação de uma política de popularização das tecnologias da informação e da comunicação no Estado; Trabalhar para a redução da desigualdade social; Viabilizar a apropriação autônoma e livre das novas tecnologias; Estimular o desenvolvimento da cidadania ativa; Fortalecer as ações das organizações da sociedade civil e a participação popular; Promover a integração da comunidade, estimulando o lazer, a cultura e o convívio social; Democratizar as comunicações.

CARACTERÍSTICAS DAS UNIDADES

1.Cada unidade terá de 10 a 20 computadores; 2.Os computadores utilizarão apenas softwares livres, proporcionando maior sustentabilidade, possibilidade de apropriação tecnológica pelas comunidades e o fortalecimento da cultura do compartilhamento e da construção colaborativa; 3.As unidades oferecerão acesso livre e cursos de acordo com os interesses da comunidade; 4.As unidades oferecerão ferramentas de comunicação diversificadas, incluindo possibilidades multimídia; 5.Os trabalhadores de cada unidade terão características de agentes de inclusão social através das tecnologias da informação e comunicação; 6.As unidades adotarão um sistema de gestão comunitária, com a formação de conselhos gestores através da mobilização da comunidade e com eleições diretas; 7.Serão oferecidos cursos de formação continuada aos trabalhadores das unidades e à comunidade; 8.As unidades deverão se integrar ao sistema produtivo local, visando contribuir com o desenvolvimento local, possivelmente através da economia solidária;

METODOLOGIA DE IMPLEMENTAÇÃO


ATIVIDADES

1 Apoio à implementação de unidades de inclusão digital e social no Estado, e construir sua sustentabilidade;

1.1 Defi nir em projeto as características das unidades que deverão ser implantadas e a estrutura de suporte necessária à sua sustentabilidade, bem como o cronograma de implementação e os procedimentos de avaliação;

1.2 Implementar as unidades nas localidades definidas pela secretaria;

1.3 Fornecer capacitação técnica e pedagógica aos agentes de inclusão digital em todas as unidades;

1.4 Fornecer suporte tecnológico às unidades;

1.5 Acompanhar e avaliar seu funcionamento;

2 Reconhecer e apoiar projetos existentes no Estado;

2.1 Mapear as iniciativas existentes no Estado, suas características e necessidades;

2.2 A partir do mapeamento, debater com os representantes as principais demandas e dificuldades do setor, visando a elaboração de um projeto de apoio a algumas dessas iniciativas;


RECURSOS HUMANOS E DESCRIÇÃO DE FUNÇÕES

2 Técnicos de capacitação:

1 - prestar assessoria técnica aos Coordenadores do Projeto, em capacitação, implementação; acompanhamento e avaliação do projeto;

2 - prestar informações aos bolsistas;

3 - auxiliar na preparação de material didático e atividades afins ;

4 - assessorar na capacitação .

1 Técnico em informática:

1 - apoiar tecnicamente a implantação da Casa Brasil ;

2 – dar suporte técnico em software e hardware, especialmente em ferramentas de softwares livres;

3 - orientar a instalação de redes físicas e lógicas ;

4 - supervisionar o funcionamento dos equipamentos existentes nas unidades;

5 - orientar os agentes quanto à utilização dos equipamentos .

6 Agentes comunitários de inclusão digital:

1 - coordenar as atividades do Telecentro;

2 - orientar o uso das ferramentas em software livre

3 - orientar a comunidade no uso adequado dos equipamentos bem como das instalações

4 – Oferecer suporte aos usuários do Telecentro

5 - atendimento ao público


proposta de cronograma